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Câmara dos Deputados debate Agricultura Espacial 

As pesquisas vão beneficiar a sustentabilidade agrícola diante das mudanças climáticas.

O tema “Agricultura espacial como eixo estratégico da economia do espaço” foi discutido durante audiência pública na Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação, da Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta quarta-feira, 17 de junho. O requerimento foi feito pelo deputado Rodrigo Rollemberg.

Representantes da Rede Space Farming Brazil, coordenada pela Embrapa com apoio da Agência Espacial Brasileira (AEB), apresentaram como o cultivo de plantas em ambientes extraterrestres pode gerar inovações tecnológicas para a Terra. O Brasil tem potencial de ser protagonista nessa área. As pesquisas vão beneficiar a sustentabilidade agrícola diante das mudanças climáticas.

O presidente da AEB, Marco Antônio Chamon, falou sobre os Acordos Artemis, que preveem a exploração lunar pacífica e a construção de bases permanentes na Lua a partir de 2030. Ele destacou que o país é referência mundial em agricultura tropical, e essa competência vai contribuir com as futuras missões espaciais que exigirão produção de comida.

A coordenadora da Rede Space Farming Brazil, Alessandra Fávero, pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste, salientou a importância do cultivo no espaço, essencial para missões de longa duração, onde levar comida da Terra é inviável.
A pesquisadora enfatizou que o desenvolvimento de tecnologias espaciais gera benefícios diretos para a população da Terra, citando exemplos como a câmera de celular e o LED. Segundo ela, o programa atual deve impulsionar diversos avanços em robótica, impressão 3D, inteligência artificial e sistemas de telemetria, aumentando a segurança alimentar dos produtores rurais.

Outra vantagem das pesquisas em agricultura espacial é que o cultivo nesses locais em condições extremas vai garantir o desenvolvimento de plantas mais eficientes e resistentes às mudanças climáticas, que suportem situações adversas, como secas ou chuvas intensas, que já afetam a agricultura. “A busca por soluções para o espaço, impulsiona a descoberta de respostas inovadoras que beneficiam a vida na Terra”, destacou Alessandra.

Ela ainda ressaltou, durante a audiência, que investir nessas pesquisas é fundamental para garantir que o Brasil não fique à margem desse movimento global e assegure sua presença em um setor tão estratégico no futuro.

A audiência pública, para Alessandra, foi uma oportunidade de dar visibilidade e mostrar o que o Brasil já está fazendo e o que ainda pode ser feito, desde que haja apoio tanto em recursos quanto em políticas públicas. “É fundamental que isso tenha impacto em termos de política de Estado, e não apenas de governo”, observou.

Também se pronunciaram na audiência o presidente do Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PITSJC), Jeferson Cheriegate, o diretor do Instituto de Estudos Avançados do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), da Força Aérea Brasileira, Coronel Engenheiro Bruno Giordano, e o pesquisador e professor associado de Botânica e Fisiologia Vegetal na Winston-Salem State University, Rafael Loureiro.

Fonte: Assessoria

Foto: Ilustrativa

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